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E como ficam as vagas de emprego na pandemia?

Esta é a dúvida de muitas pessoas. Algumas já estavam desempregadas antes da pandemia; outras, por conta do isolamento e desaceleração da economia, perderam seus postos de trabalho nesse momento.

A situação não é boa, sabemos disso, é inevitável negar que estamos passando por uma das maiores crises já vistas. As vagas diminuíram. Porém, continuam existindo, e esperamos que com a abertura quase total das empresas a situação melhore. Se não melhorar, vamos ter que lidar com essa realidade e achar alternativas para passar por esta “tempestade” da melhor maneira possível.

Ficar remoendo pensamentos negativos e se consumir de preocupação não irá resolver nada. Agora, mais do que nunca, é hora de nos reinventarmos. E como fazer isso? Refletindo, organizando os pensamentos e agindo.

O que só eu posso fazer para melhorar minha situação? Posso ficar calmo e esperar alguns meses enquanto fico no seguro desemprego? Não tenho seguro? Tenho reservas financeiras? Até quando vão durar minhas reservas? Por que não tenho reservas?

São muitas perguntas que precisamos assimilar, e confesso que não será fácil responder a todas. Mas é necessário. Não sabemos como serão os próximos dias, não podemos controlar o que irá acontecer, mas podemos focar em nossos comportamentos.

Se eu estivesse desempregada, a primeira coisa que faria seria verificar com detalhes minhas finanças, ver o que poderia cortar ou reduzir. Calcularia quanto tempo poderia viver com minhas economias e organizaria uma agenda de busca de emprego, afinal, procurar emprego é um emprego. Nada de ficar fazendo coisas como se eu estivesse de férias. Iria estabelecer um cronograma de envio de currículos pela internet, de procura de vagas, entraria em grupos de emprego, acionaria todos os meus contatos. Ligaria ou mandaria mensagem informando que estou em busca de recolocação.

E caso minhas economias não fossem suficientes para aguentar um grande período de desemprego, começaria a fazer trabalhos freelancer, como vender produtos pela internet. Vocês já ouviram falar de programa de afiliados? É uma maneira de vender produtos de outras pessoas pela internet e ganhar comissão por isso. Caso não fosse suficiente, faria docinhos, bolo, hamburguer, ou outras comidas para vender por delivery. Poderia cozinhar da minha casa, anunciar nas redes sociais e passar meu contato pelo Whatsapp. Ou poderia me inscrever em aplicativos como o Bee e o Uber.

Sei que não ganharia muito dinheiro, teria que me esforçar muito e talvez faturar pouco, mas penso que conseguiria ter o mínimo até a crise passar ou até encontrar um trabalho mais compatível com o que almejo.

Sei que não é fácil, mas precisamos entender que é uma fase, e vai passar. Talvez mais rápido, talvez demore. Todos estamos passando por algum tipo de dificuldade e desconforto nesse momento. Não temos todas as respostas, mas, se nos cuidarmos e tivermos saúde, podemos correr atrás e conseguir o que queremos em relação a nosso trabalho.

Ivana Anselmo Souza Torres

Possui graduação em Psicologia pela UNISUL. Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FASC. Personal e Profissional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente trabalha na CliQue RH consultoria na área de gestão de pessoas para diversas empresas da região da AMUREL. Instrutora de treinamento nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas, ética e postura profissional, relacionamento interpessoal, dependência química, vida e carreira entre outros. Colunista do Jornal Diário do Sul na área de Psicologia e desenvolvimento.
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