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Longe da perfeição, felizes consigo mesmas

Ao longo da história da humanidade, mulheres e homens desempenhavam papéis sociais muito diferentes. O papel da mulher sempre foi muito estudado e discutido dentro dessa temática.

Sabemos que o Dia Internacional da Mulher foi criado no início do século XX e oficializado pela ONU em 1975, com o intuito de ressaltar as reivindicações e conquistas de direitos das mulheres. Ao longo dos anos, esta data vem sendo comemorada com o objetivo de destacar a importância e valorização da mulher.

No entanto, depois de tantos anos, ainda percebemos muitas mulheres sofrendo. Segundo uma pesquisa da consultoria Nielsen, cerca de 67% das brasileiras se consideram estressadas na maior parte do tempo.

Alcançamos muito direitos, mas, em contrapartida, muitos e muitos deveres. Houve um aumento significativo das exigências da sociedade em relação à mulher.

As propagandas que nos enchem de elogios em março são as mesmas que nos desabonam o ano inteiro. Somos induzidas a um padrão estético de beleza e perfeição. Por isso, muitas mulheres não aceitam seus corpos, suas formas e seus cabelos do jeito que são. Criticam duramente seu biotipo e seu jeito de ser. Além disso, a mídia, de certa forma, impede que as mulheres envelheçam com dignidade.

Somos estimuladas a perseguir um ideal inatingível de mulher perfeita, mãe perfeita, “dona de casa” perfeita, profissional perfeita, amante perfeita. Essas “verdades” sobre como deve ser uma mulher levam muitas a adoecer em busca da perfeição.

Em meio a tudo isso, a mulher de sucesso se destaca por conseguir pensar com a própria cabeça, ainda que a sociedade insista em fazê-la olhar para o lado e ver o que a maioria está fazendo. A mulher de sucesso se sente feliz e realizada com o que ela é. Não se importa com as expectativas externas.

Sabemos que a demanda de mulheres seguindo “o fluxo” ditado pela maioria ainda é grande. Mas também sabemos que o número de mulheres que pensam e agem de maneira independente cresce a cada dia. Quanto mais tivermos consciência de quem somos e agirmos de acordo com nossos valores, mais seremos respeitadas.

Assim, percebo uma mulher de sucesso não como uma mulher perfeita, mas como alguém que entende que possui limites, que não consegue dar conta de tudo sozinha, que sabe pedir ajuda e negociar suas prioridades com as outras pessoas, quando necessário.

Que nesse mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher possamos refletir sobre o seu real valor, e não mais agir seguindo o que os outros acreditam ser o correto. Que toda mulher possa construir e viver o seu conceito próprio do que é essencial para si mesma.

Ivana Anselmo Souza Torres

Possui graduação em Psicologia pela UNISUL. Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FASC. Personal e Profissional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente trabalha na CliQue RH consultoria na área de gestão de pessoas para diversas empresas da região da AMUREL. Instrutora de treinamento nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas, ética e postura profissional, relacionamento interpessoal, dependência química, vida e carreira entre outros. Colunista do Jornal Diário do Sul na área de Psicologia e desenvolvimento.
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