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Não aguenta mais ficar em casa?

Acreditávamos que, com o final de 2020, iríamos finalmente poder sair e voltar à nossa vida “normal”. Entretanto, já estamos no terceiro mês do ano de 2021 e ainda discutindo restrições e possível lockdown. Diante disso, escuto diariamente inúmeros desabafos das pessoas verbalizando: “não aguento mais ficar em casa.”

 

Confesso que eu sempre tive um perfil mais caseiro. Gosto de ficar em casa e minha vida não se alterou tanto como a de alguns amigos e conhecidos. Mas também entendo profundamente os desabafos. Não é só o fato de ficar em casa, mas sim de ter que lidar com nossos medos. Medos relacionados a nossa saúde, a saúde de entes queridos, ansiedade em relação a economia, frustrações por adiar sonhos, sentimentos de desesperança, tédio, solidão, estresse e depressão devido ao isolamento.

 

No entanto, relacionei aqui fatores que podem auxiliar no aumento do bem-estar durante esse período instável. Vamos a eles:

 

- Planeje uma rotina mesmo que fique dentro de casa: mantenha horários regulares para se levantar e se deitar; mantenha os cuidados usuais e rotinas de alimentação.

- Se estiver em trabalho remoto, faça pausas e se movimente durante o período de trabalho. Sugere-se pausas de 5 minutos a cada 1 hora de trabalho e, preferencialmente, que as pausas sejam ativas.

- Identifique pensamentos negativos, repetitivos e catastróficos que levem à ansiedade; aceite que eles existem, mas que não necessariamente correspondem à realidade.

- Evite ler ou ouvir demais sobre Covid, busque se informar sobre outros assuntos e evite notícias sensacionalistas; use as informações para planejar ações práticas.

- Questione e verifique todas as notícias que receber e não repasse o que não for oficialmente confirmado. Reserve um ou dois momentos do dia para se informar.

- Proteja suas crianças, sem fomentar nelas o medo ou o pânico. Ensine de forma lúdica e simples como elas podem se proteger.

- Proteja seus idosos, acolha os medos e auxilie com as dúvidas que possam surgir.

- Foque em comportamentos preventivos que estão sob seu controle: lavar as mãos, manter distanciamento social, seguir rigorosamente as recomendações das autoridades de saúde.

- Mantenha o uso das suas medicações regulares, verifique se vai precisar de nova receita ou compra e, se preciso, entre em contato com seu médico. Mesmo que seja necessário adiar consultas ou exames, não deixe de se cuidar.

- Evite o uso de álcool e outras drogas.

- Faça atividades relaxantes como meditar, escutar música, assistir filmes, ler livros, fazer cursos online.

- Organize armários, separe roupas e objetos para doação; faça pequenos reparos em casa; arrume fotos, limpe caixas de e-mails, organize arquivos do celular.

- Cultive os laços afetivos: aproveite a convivência familiar; mantenha contato com amigos por mensagens, ligações ou vídeos. Telefone para alguém com quem não conversa há muito tempo.

- Se estiver em sofrimento intenso, busque ajuda profissional de psicólogos e psiquiatras: há profissionais e serviços disponíveis mesmo à distância.

Ivana Anselmo Souza Torres

Possui graduação em Psicologia pela UNISUL. Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FASC. Personal e Profissional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente trabalha na CliQue RH consultoria na área de gestão de pessoas para diversas empresas da região da AMUREL. Instrutora de treinamento nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas, ética e postura profissional, relacionamento interpessoal, dependência química, vida e carreira entre outros. Colunista do Jornal Diário do Sul na área de Psicologia e desenvolvimento.
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