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O que realmente muda no final de ano?

O ano de 2020 está chegando ao fim. Nestes últimos meses ouvi muito a frase: “quero que 2020 acabe”. Ainda estamos em meio a pandemia, com as nossas rotinas modificadas. Mas, mesmo assim, o fim de ano traz algumas questões que são comuns nesta mesma época, todos os anos.

As pessoas ficam mais agitadas, ansiosas, umas mais alegres e outras mais tristes. A tendência é nos movimentarmos muito, tanto externamente quanto internamente, ou seja, emocionalmente. O final do ano mexe com nossos sentimentos.

Em 1926 o psicólogo Clark Hull fez uma descoberta importante ao estudar o comportamento de ratos em um labirinto. Ele percebeu que quanto mais pertos os ratos estavam do final do labirinto mais rápido se moviam. Ele nomeou a descoberta como a “teoria da meta gradativa”.

Esta teoria pode ser percebida em atletas de maratona que, ao final da corrida, aceleram para garantir a vitória ou uma melhor posição. Também podemos ver isso em jogos de futebol quando, nos últimos minutos do jogo, os atletas correm mais, batalham mais. E nas empresas, quando os vendedores se desdobram para fechar as metas ao final do mês e os colaboradores correm para terminar relatórios. Muita gente questiona: como eles conseguem? De onde os maratonistas tiram energia após correrem 41km?

Poucos sabem, mas o ser humano ganha uma carga extra de energia quando sente que um ciclo está acabando. Toda vez que sentimos que podemos atingir nossos objetivos, uma carga de endorfinas é liberada em nosso organismo, algo que nos gera a energia que precisamos para acelerar. Por isso que as pessoas “correm” mais quando o ano está para acabar. Elas querem finalizar projetos que talvez ficaram parados por meses. Querem realizar algo antes que o ano acabe.

Da mesma forma, para aqueles que percebem que não irão conseguir atingir o que planejaram, para aqueles que estão muito longe dos seus objetivos, surge um sentimento de desânimo. Por isso, também há várias pessoas que se deprimem.

De uma forma ou de outra, a ansiedade aumenta. São vários sentimentos diferentes, e muitos pensamentos de autoavaliação. Isso mesmo, o final de ano traz consigo um pedido de reflexão. Por mais desligada que seja a pessoa, sempre passa pela cabeça algumas questões do tipo: Como foi esse ano? O que consegui realizar? Quais sonhos e metas realizei, e em quais fracassei?

Para quem se surpreendeu positivamente com o ano que passou, parabéns.  Mas, se para você o ano foi muito ruim, não se desespere. Nem tudo o que almejamos para o ano que passou aconteceu. Só não podemos desanimar. Precisamos crescer e nos adaptar. Mudar as estratégias. Persistir e acreditar que se focarmos no que depende de nós podemos conquistar sim o que queremos. E que venha 2021.

Ivana Anselmo Souza Torres

Possui graduação em Psicologia pela UNISUL. Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FASC. Personal e Profissional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente trabalha na CliQue RH consultoria na área de gestão de pessoas para diversas empresas da região da AMUREL. Instrutora de treinamento nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas, ética e postura profissional, relacionamento interpessoal, dependência química, vida e carreira entre outros. Colunista do Jornal Diário do Sul na área de Psicologia e desenvolvimento.
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