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Três erros comuns em entrevistas de emprego

Fala-se muito sobre a postura do candidato durante a entrevista de emprego. Diariamente, nos deparamos com inúmeras dicas para o candidato se sair bem durante esse momento.

Também percebemos que muitos candidatos se preparam cuidadosamente para este encontro, tudo para conseguir garantir a tão sonhada recolocação. Contudo, não é só o candidato que deve se preparar, os recrutadores também devem caprichar para não errar durante a entrevista.

No nosso dia a dia, recebemos muitas reclamações de candidatos em relação às entrevistas que participam. Separamos aqui alguns erros cometidos por recrutadores com frequência. Então, atenção aí se você realiza contratações, acompanhe abaixo as principais falhas:

Interrupções: durante a entrevista, outras pessoas da empresa interrompem para fazer perguntas sobre diversos assuntos. O candidato perde a linha de raciocínio e às vezes o próprio recrutador não lembra mais nem o que perguntou. Para isso não acontecer, o profissional deve treinar a equipe para não bater na porta no momento da seleção. O recrutador pode colocar uma pequena plaquinha colada na porta escrito “em seleção” ou “em entrevistas”, por exemplo. Outro ponto é atender o celular, que da mesma forma atrapalha e muito esse momento, ao mesmo tempo que demonstra pouco caso com o entrevistado.

Estimular expectativas do candidato: muitos entrevistadores fazem promessas que não poderão ser cumpridas. Dizem que o candidato é o ideal para a vaga, que é quase certo que será contratado, mas depois isso não acontece. É a principal reclamação: recrutadores que prometem ligar ou mandar mensagem em determinado dia com o retorno sobre a entrevista e nada. Isso é fato: muitíssimos candidatos nunca recebem um retorno.

Tirar conclusões apressadas: uma vez entrevistei um candidato que nos primeiros minutos da entrevista não conseguiu responder nada; ele simplesmente não falava algo que eu pudesse entender. Comecei a pensar que ele possuía algum tipo de deficiência. Continuei a entrevista para dar uma chance a ele de se expressar, e no meio do meu roteiro ele simplesmente desandou a falar e passou a responder, trazer fatos, detalhes. Percebi que ele não possuía nenhum problema além do nervosismo inicial exagerado. No final da entrevista, voltamos para as primeiras perguntas, e ele respondeu a todas, apresentando o perfil desejado para a vaga.

Contei essa pequena história para mostrar o quanto é importante dar chance para o candidato se expressar, e que é errado encerrar a entrevista poucos minutos após ter começado. Claro que o recrutador não precisa fazer a entrevista completa se perceber que o candidato não possui os pré-
requisitos comportamentais, mas sempre é bom dar a oportunidade para ele mostrar seu potencial.

Ivana Anselmo Souza Torres

Possui graduação em Psicologia pela UNISUL. Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FASC. Personal e Profissional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente trabalha na CliQue RH consultoria na área de gestão de pessoas para diversas empresas da região da AMUREL. Instrutora de treinamento nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas, ética e postura profissional, relacionamento interpessoal, dependência química, vida e carreira entre outros. Colunista do Jornal Diário do Sul na área de Psicologia e desenvolvimento.
Ivana Anselmo Souza Torres

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