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Você sabe o que é desconfiômetro?

Há algumas semanas uma pessoa comentou comigo que tinha excesso de desconfiômetro. Com certeza é uma expressão interessante para definir alguém que se importa demais em não incomodar as outras pessoas.

 

Você sabe o que é desconfiômetro?

Se pesquisarmos no dicionário, iremos encontrar a seguinte definição: “Capacidade para perceber quando se é inoportuno ou maçante. Habilidade de desconfiar quando está se comportando de maneira inconveniente.”

 

No dia a dia é fácil perceber a falta desta ‘habilidade’. Frequentemente escutamos comentários do tipo: “Essa pessoa não se toca”, “que pessoa folgada”, entre outros semelhantes.

 

Quando a pessoa não tem desconfiômetro, ela não consegue perceber que está passando dos limites no relacionamento com os outros.

 

Para ter relacionamentos saudáveis é preciso discernimento. A capacidade de compreender também as necessidades do outro. Há pessoas muito “espaçosas”, que consciente ou inconscientemente ocupam muito os outros para suprir suas necessidades próprias.

 

Vamos a alguns exemplos de atitudes inconvenientes:

- Aquele colega que te procura para falar sobre trabalho em seus períodos de folga;

- Pessoas que te pedem para trabalhar de graça;

- Aquele que te liga tarde demais ou cedo demais para falar coisas insignificantes;

- O indivíduo que fica 10 minutos na fila de uma padaria e só na hora de fazer o pedido começa a pensar no que escolher;

- Pessoas que param o carro no meio da rua, numa via movimentada, para alguém desembarcar;

- Conhecidos que mandam vídeos longos o tempo todo no seu WhatsApp;

- Familiares ou amigos que a cada minuto postam o que estão fazendo nas redes sociais e ainda te marcam nas publicações;

- Uma pessoa que só te procura para pedir favores.

 

São inúmeros os exemplos de pessoas inoportunas, e com certeza você já se deparou com situações assim. O pior é que essas pessoas realmente não desconfiam de que seus comportamentos incomodam. Desta forma, para se “libertar” delas você terá que aprender a dizer “não” e com delicadeza informar suas necessidades e sua percepção. É uma tarefa árdua, eu sei. Ainda mais quando se trata de amigos e parentes próximos. Contudo, isso é necessário. Irá ajudar a pessoa a se conhecer e desenvolver o desconfiômetro.  E caso você não consiga dizer não, vai continuar sofrendo com a falta de percepção dela.

Ivana Anselmo Souza Torres

Possui graduação em Psicologia pela UNISUL. Pós Graduação em Gestão de Pessoas pela FASC. Personal e Profissional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente trabalha na CliQue RH consultoria na área de gestão de pessoas para diversas empresas da região da AMUREL. Instrutora de treinamento nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas, ética e postura profissional, relacionamento interpessoal, dependência química, vida e carreira entre outros. Colunista do Jornal Diário do Sul na área de Psicologia e desenvolvimento.
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